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Radioterapia para o tratamento de câncer: entenda como funciona!

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Nas últimas décadas, a medicina vem crescendo de maneira exponencial. Novas modalidades de tratamento e medicamentos surgem em uma velocidade cada vez maior; para quem passa por esse processo, conhecê-los pode ser vantajoso no tratamento e ajudar na preparação. Você sabe o que é Radioterapia para o tratamento de cânce?

Ainda no século XIX foram descobertas novas utilidades da radiação, dentro e fora da medicina. Desde então, ela vem sendo utilizada em exames — como a radiografia — e na radioterapia, para o tratamento do câncer.

Devido à grande relevância dessa modalidade de tratamento, é fundamental sabermos o que é radioterapia e como ela funciona. Nesse artigo aprofundaremos um pouco mais nesse método, explicando quais os seus fundamentos e para que pode ser útil. Vamos lá?

O que é radiação?

Para compreendermos como a Radioterapia para o tratamento de câncer funciona, devemos antes saber o que é radiação. Esse é um conceito muito amplo, que engloba qualquer processo que carregue energia de um ponto a outro. Seu uso mais conhecido é pelas radiografias — também chamadas de “raio x”: nelas, ondas radioativas passam pelo corpo humano e conseguem tirar uma “fotografia” de nossos órgãos internos. Muito útil, não é?

O uso dessa ferramenta, no entanto, não é livre de danos. A radiação é chamada de “ionizante”, porque ela causa alterações nas substâncias do corpo, como enzimas e proteínas. É por esse motivo que acompanhantes em radiografias devem usar um capote de chumbo, que protege contra a radiação. Entretanto, é exatamente esse efeito que é usado a nosso favor na radioterapia.

O que é radioterapia e como ela funciona?

Na radioterapia, essas mesmas ondas radioativas são concentradas em um único ponto. O objetivo é realmente causar alterações naquele local, que culminarão na destruição daquelas células. Quando utilizada em uma parte saudável do corpo humano a radioterapia pode ser muito prejudicial; mas seu uso é principalmente direcionado ao câncer. Assim, ajuda a combater as células doentes.

A principal modalidade de radioterapia é chamada de “externa”. O tratamento não causa dor no momento da aplicação da radiação: o paciente é posicionado em uma máquina, que calcula o local do tumor e foca os raios naquela área. Esses raios são invisíveis e não causam nenhum incômodo quando são realizados. Ao longo do tempo, no entanto, efeitos como reações na pele podem acontecer, que também serão abordados nesse texto.

Outro tipo de radioterapia é chamado de “braquiterapia”. Essa modalidade tem um uso mais restrito, utilizado, por exemplo, nos momentos da cirurgia. São pequenas agulhas de material radioativo que são inseridos no tumor enquanto o paciente está sendo operado. Isso diminui o tamanho da lesão e facilita a cirurgia, trazendo maior eficácia ao tratamento. Seu uso, no entanto, é restrito a algumas situações específicas.

Quando a radioterapia é indicada?

Atualmente, existem vários tipos de tratamento para o câncer. O principal deles é a cirurgia, que retira o tumor e evita que suas células se espalhem. Outro, muito conhecido, é a quimioterapia, que consiste em medicamentos que impedem as células do câncer de se multiplicarem. Há ainda a hormonioterapia, que inibe ou estimula hormônios do corpo humano, além de terapias mais recentes.

É importante que tenhamos em mente que o tratamento para o câncer não segue um modelo único. A conduta médica deve ser sempre acompanhada do cuidado de um oncologista e deve ser individualizada. Isso significa que vários fatores têm que ser levados em consideração, como estadiamento do tumor, tipo de câncer e comorbidades. Além disso, cada paciente responde de um jeito a essas terapias.

A radioterapia é muito utilizada como uma alternativa à cirurgia, para vários tipos de câncer. Isso ocorre porque a maioria dos outros tratamentos — quimioterapia e hormonioterapia, por exemplo — não são considerados definitivos. Eles podem diminuir o tamanho do tumor, mas geralmente não acabam com ele completamente. Daí a necessidade de radioterapia ou cirurgia para destruir todas as células.

A radioterapia também pode ser usada como “resgate”. Isso ocorre quando a cirurgia não foi eficaz para retirar todo o tumor, e ele progride. A culpa não é do cirurgião: as células do câncer são muito pequenas, fazendo com que a doença consiga escapar da cirurgia. Além de que uma característica marcante dessa doença é a sua capacidade de invadir outras partes do corpo.

Quais são seus efeitos colaterais?

Como qualquer tratamento, a radioterapia não é livre de efeitos colaterais. Eles variam de pessoa para pessoa, sendo que alguns pacientes a toleram melhor do que outros. São vários os fatores que influenciam na ocorrência desses efeitos, como dose de radiação utilizada e número de sessões.

Outro fator que influencia nesse sentido é o local que é irradiado. A radioterapia realizada no pescoço, por exemplo pode causar aftas e dificuldade para engolir; quando feita na região genital, pode ocorrer dor ao urinar. Os sintomas mais gerais, que podem acontecer em qualquer local, são cansaço, perda de apetite e reações na pele.

As reações na pele ocorrem geralmente na área onde a Radioterapia foi realizada para o tratamento de câncer. Ela pode ficar mais grossa, parecendo uma casca de laranja, e apresentar outros efeitos como vermelhidão e coceira. O ideal é que, durante o tratamento, o paciente evite cremes, talcos e desodorantes no local da radioterapia. Isso ajuda a suavizar os sintomas e previne que a reação fique mais grave.

Para a diminuição do apetite, uma dica é comer menos e mais vezes durante o dia. Você pode evitar o cansaço reduzindo a carga de trabalho, dando tempo para o seu corpo descansar. Afinal, ele está combatendo uma doença grave e necessita de fôlego para manter o sistema imunológico funcionando.

Saber o que é radioterapia pode fazer toda a diferença no tratamento. Atualizado sobre essas informações fica mais fácil enfrentar essa jornada e se preparar, não é mesmo? É sempre possível tomar medidas que minimizem os efeitos colaterais da radioterapia. Conhecer suas utilidades também é útil na hora de contribuir com o médico na escolha do tratamento.

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