Saiba quais são os tratamentos para câncer de pulmão

tratamentos para câncer de pulmão

Receber a notícia de um diagnóstico de câncer de pulmão não é nada fácil. Nesse momento, o ideal é manter a calma e se munir de informações relevantes, para que seja possível caminhar em direção à cura. Também, é fundamental conhecer os tratamentos disponíveis para a doença.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pulmão está entre os cinco tipos mais comuns da doença entre homens e mulheres. Entre as suas principais causas está o tabagismo, que é responsável por 80% das mortes por câncer de pulmão.

Por isso, o apoio da família e dos amigos é essencial na luta contra essa enfermidade. Quem acompanha o paciente deve ser capaz de ajudá-lo no tratamento, por isso, o acesso a informações relevantes e corretas é fundamental nesse processo.

Quer saber mais? Então, confira o restante do artigo para conhecer os tipos de câncer de pulmão mais comuns e os tratamentos que eles recebem!

Tipos de câncer de pulmão

Quando falamos de câncer de pulmão, na verdade estamos nos referindo a um grupo de doenças diferentes cujas características podem influenciar no tratamento escolhido. Portanto, para que o paciente seja melhor orientado, ele precisa ter consciência dessas distinções.

Primariamente, o câncer de pulmão se divide em dois tipos: pequenas células e não pequenas células. Dentro dessa segunda categoria há outras variações: adenocarcinoma, epidermoide e grandes células.

O câncer do tipo adenocarcinoma é o mais comum, ocorrendo em 40% dos casos. Ele é encontrado com maior frequência nas áreas externas do pulmão, sendo comum entre pacientes mais jovens que fumam ou não. O seu crescimento é mais lento do que os outros tipos de câncer de pulmão, o que aumenta as suas chances de detecção antes de se espalhar.

Outro tipo de câncer comum se chama epidermoide, frequente em uma parcela de 20% a 30% dos pacientes. Ele se inicia no interior das vias aéreas e costuma ser encontrado na região central dos pulmões, sendo mais fortemente associado ao tabagismo.

Por fim, há o câncer do tipo grandes células, com 10 a 15% de ocorrência dos casos. Sua disseminação é mais rápida e pode ocorrer em qualquer parte do pulmão, o que torna a sua detecção e tratamento mais difíceis.

Tratamentos para câncer de pulmão

Com o progresso tecnológico da área médica, há cada vez mais opções de tratamento para o câncer de pulmão. Isso proporciona aos pacientes uma maior qualidade de vida, além de chances superiores de cura.

O que determina o melhor tratamento para cada caso é o médico. Ele é quem levará em conta o quadro do paciente, seu histórico e as chances de cura de cada possibilidade. Além disso, é possível que seja receitado um tratamento que combine mais de uma dessas alternativas.

Veja a seguir os principais tipos de tratamentos para câncer de pulmão:

Cirurgia

Como tratamento de câncer de pulmão, a cirurgia pode ser de três tipos diferentes: segmentectomia, lobectomia e pneumectomia.

A segmentectomia se refere à cirurgia em que é retirada uma pequena parte do pulmão. Geralmente, é indicada para pacientes que tenham tumores menores ou cuja a idade ou condições médicas impedem a realização de cirurgias maiores.

Já a lobectomia tem como característica a retirada de todo o lobo do pulmão em que se encontra a concentração de células cancerígenas. Por fim, a pneumectomia envolve a retirada de um pulmão inteiro, para casos em que o tumor esteja localizado próximo ao tórax.

Radioterapia

A radioterapia é um dos tratamentos para câncer de pulmão. Ela utiliza raios ionizantes para destruir o tumor ou retardar o seu crescimento. Esse processo pode impactar células que estejam saudáveis, mas elas podem se regenerar após o tratamento.

Esse tratamento faz uso de radiação eletromagnética e via elétricos. É possível que o paciente sofra alguns efeitos colaterais, como queda de cabelo, náusea, diarreia, reações na pele e dificuldades para comer. Nesses casos, o médico pode orientar a respeito de soluções.

A radioterapia geralmente é usada em quadros mais avançados do câncer de pulmão, geralmente, em conjunto com a quimioterapia. O método também serve para tratar metástases ósseas e no sistema nervoso central.

Quimioterapia

A quimioterapia consiste em usar uma combinação de medicamentos para destruir as células cancerígenas que formam o tumor. Por meio da corrente sanguínea, esses medicamentos viajam pelo corpo até o local em que a doença se localiza, impedindo também o seu crescimento e espalhamento.

Como um dos tratamentos para câncer de pulmão, a quimioterapia pode ser empregada de diferentes maneiras. A primeira delas é em combinação com a radioterapia, concentrada em um tratamento local definitivo. A segunda é em um cenário pós-cirurgia, para minimizar as chances de recidiva da doença. Já a terceira é como uma terapia paliativa em quadros metastáticos da doença.

Para que a quimioterapia seja bem-sucedida, o médico deve avaliar as particularidades do quadro do paciente para que o melhor tratamento seja receitado. Por exemplo, diferentes tipos de câncer de pulmão demandam medicamentos distintos.

Imunoterapia

A imunoterapia é um tipo novo de tratamento para câncer de pulmão. Ela consiste em ativar o sistema imunológico para identificar o tumor cancerígeno e, assim, utilizar as próprias células do corpo para combatê-lo.

A administração da imunoterapia pode ser intravenosa (diretamente na veia) ou subcutânea (por injeção no tecido subcutâneo). Não são todos os casos de câncer que podem receber a imunoterapia como tratamento, portanto o médico deve avaliar o quadro do paciente e receitar a abordagem mais correta.

É comum que a imunoterapia seja recomendada como único tratamento para o câncer de pulmão, mas já estão ocorrendo estudos e liberações no Brasil para combiná-la à quimioterapia.

O conhecimento é um recurso fundamental para ajudar alguém que recebe um diagnóstico desafiador como o de câncer. Ao conhecer as diferentes possibilidades de tratamentos para câncer de pulmão, torna-se mais fácil saber o que esperar de cada etapa do processo e, assim, contribuir positivamente para ele.

Lembre-se de sempre consultar a opinião do médico, já que ele é quem conhece o quadro do paciente e as necessidades dele. Você também pode entrar em contato conosco para conhecer como a nossa solução ajuda nesse processo!

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