Tudo sobre câncer de mama: causa, sintomas e tratamentos

exame de câncer de mama: paciente e profissional de saúde

O câncer de mama é um dos tipos mais comuns entre as mulheres de todo o mundo. Trata-se de um tumor maligno que se cresce na mama devido à mutações genéticas em algum grupo de células no local, que passam a se espalhar desordenadamente. Para desmitificar a doença e combatê-la da melhor forma, entender tudo sobre câncer de mama é fundamental.

Pensando nisso, elaboramos este post para esclarecer suas principais dúvidas. Confira!

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Entre os sintomas mais comuns da doença está o surgimento de nódulo, normalmente, duro, indolor e irregular. No entanto, alguns sinais podem ser percebidos, como por exemplo:

  • dor;
  • hiperemia;
  • edema cutâneo, parecido com uma casca de laranja;
  • inversão do mamilo;
  • secreção papilar (geralmente transparente, mas pode ser avermelhada ou rosada devido a presença de glóbulos vermelhos).

Como o diagnóstico é feito?

Para a detecção precoce do câncer de mama é preciso fazer uma consulta anual ao ginecologista e fazer o exame clínico das mamas e mamografia, principalmente mulheres acima de 40 anos. O autoexame também precisa ser feito todo mês após o fim do período menstrual para mulheres com idade superior a 20 anos.

Quando é identificado um nódulo na região mamária, por meio do autoexame ou exame clínico, o ginecologista poderá pedir a realização dos seguintes exames:

  • mamografia, para confirma se existe algum nódulo nas mamas;
  • ressonância magnética, onde são usadas ondas de rádio, imãs e computador, que transformam os resultados em imagem;
  • ultrassonografia, quando não é possível identificar o cisto do nódulo na mamografia.

Quais são os tipos de câncer de mama?

Existem vários tipos de câncer de mama. Conheça os mais comuns!

Carcinoma ducta in situ

É a forma mais comum de câncer de mama não invasivo. Não atinge os ductos da mama, que são os canais que levam o leite. Ele não afeta os demais tecidos e nem se expande pela corrente sanguínea, pois a membrana que engloba o tumor não se rompe, ficando as células doentes reunidas dentro do nódulo. Também pode ser multifocal, havendo diversos focos na mesma mama. Tem potencial para se transformar em invasor.

Carcinoma lobular in situ

Se origina nas células dos lobos mamários e não possuí a capacidade de invadir tecidos adjacentes. Normalmente não é multifocal e não é um dos casos mais comuns do câncer de mama.

Carcinoma ductal invasivo

Também atinge os ductos da mama, sendo um tumor que pode afetar os tecidos que os rodeiam. Representa grande parte dos cânceres de mama invasivo. Pode crescer no local ou se disseminar para outros órgãos, por intermédio de veias e vasos linfáticos. Tem a presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.

Carcinoma inflamatório

Quase nunca apresenta receptores hormonais, também conhecido de triplo negativo. É a forma mais agressiva e mais rara da doença. Aparece como uma inflamação na mama e geralmente tem uma grande extensão, começando nas glândulas que produzem leite. As possibilidades dele se espalhar por outras partes do corpo e se transformar em metástase é alta.

Carcinoma lobular invasivo

Nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. Pode invadir outros tecidos e se expandir localmente ou se espalhar. Normalmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona nas superfícies das células, e raramente a HER-2. Tem grandes chances de afetar as duas mamas.

Quais são os estágios do câncer de mama?

O câncer de mama é separado em quatro estágios, que são:

  • estágio 0: as células tumorais ainda estão presas nos ductos, com grandes chances de cura;
  • estágio 1: tumor menor que 2 cm e não afeta as glândulas linfáticas da axila;
  • estágio 3: nódulo acima de 5 cm que pode atingir partes vizinhas, como pele, músculo e glândulas linfáticas. No entanto, ainda não há indícios de que se disseminou pelo corpo;
  • estágio 4: de qualquer extensão com metástase e, geralmente, existe um envolvimento das glândulas linfáticas.

No país, grande parte dos casos são diagnosticados nos estágios 3 e 4.

Como é feito o tratamento do câncer de mama?

Existem vários tratamentos para a doença, que podem ser combinados ou não. Por isso, diversos fatores devem ser analisados para a definição do melhor método, como estágio da doença, presença de metástase, estado de saúde do paciente, entre outros.

Terapia local

Quando o câncer de mama é tratado localmente, pode ser:

  • cirurgia: quando a doença está em estágio inicial, a retirada é mais simples e com menor afetação da mama;
  • radioterapia: utiliza radiação ionizante na área do tumor. Muito usada para casos em que a doença não se espalhou, não necessitando da retirada de uma parte muito grande da mama. Também pode ser utilizada quando o tumor não pode ser completamente retirado com a cirurgia.

Terapia sistêmica

Conjunto de medicamentos que serão aplicados via oral ou na corrente sanguínea, fazendo com que a medicação circule por todo o organismo:

  • quimioterapia: usa medicações orais ou intravenosas, com a finalidade de destruir, inibir ou controlar o desenvolvimento das células cancerígenas. Pode ser realizada antes ou depois da cirurgia;
  • hormonioterapia: tem como finalidade evitar a ação dos hormônios que estimula as células cancerígenas se reproduzam. Só poderá ser usada em pessoas que possuam pelo menos um receptor hormonal em seu tumor. Geralmente é realizada via oral, e os medicamentos atuam suprimindo ou bloqueando os efeitos do hormônio sobre o local atingido;
  • imunoterapia: conhecida como terapia anti HER-e, é composta de medicações que bloqueiam alvos típicos de certas proteínas ou mecanismo de divisão celular constante nas células tumorais. São administrados via oral.

Como prevenir a doença?

Grande parte dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como:

  • ter uma alimentação balanceada;
  • praticar exercícios físicos;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • manter o peso corporal adequado;
  • fazer exames periódicos;
  • procurar o médico mais rápido possível em caso de suspeitas;
  • evitar a utilização de hormônios sintéticos.

Entender sobre o câncer de mama é essencial para tomar as devidas precauções para evita-lo ou garantir o bem-estar durante o tratamento. Saiba também que o dia 5 de fevereiro foi escolhido como o Dia Nacional da Mamografia, criado com a finalidade de sensibilizar as mulheres para a importância de fazer o exame para um diagnóstico precoce da doença.

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