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Entenda o Câncer de Mama: causa, sintomas e tratamento

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O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres de todo o mundo. No Brasil, apenas a região Norte foge a esta realidade, sendo o câncer feminino mais comum, o de colo de útero. Entender a magnitude e as características desse câncer nos ajuda combatê-lo da melhor forma. 

Pensando nisso, elaboramos este post para esclarecer suas principais dúvidas. Confira!

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Entre os sintomas mais comuns da doença está o surgimento de um ou mais nódulos, normalmente duros, indolores e de tamanhos irregulares. No entanto, alguns sinais podem ser percebidos, como por exemplo:

  • vermelhidão na mama acometida;
  • pele com aspecto de casca de laranja;
  • inversão do mamilo;
  • saída de liquido pelos mamilos, geralmente transparente, podendo ser avermelhada ou rosada devido a presença de sangue, ou mesmo preta, devido presença de células mortas.).

Como o diagnóstico é feito?

Para detectar o câncer de mama de forma precoce, é preciso fazer uma consulta anual ao ginecologista, com o exame clínico das mamas e mamografia, principalmente para mulheres acima de 40 anos. O auto-exame também pode ser feito todo mês por mulheres com idade superior a 20 anos, apesar de ainda não ser um consenso entre os médicos.

Quando é identificado um nódulo na região mamária, por meio do autoexame ou exame clínico, o ginecologista poderá pedir a realização dos seguintes exames:

  • mamografia, para confirmar se existe algum nódulo e as características desse nódulo da mama;
  • ressonância magnética, para analisar a estrutura da massa tumoral.;
  • ultrassonografia, quando não é possível identificar o nódulo na mamografia, mas o médico ainda possui a suspeita.

Quais são os tipos de câncer de mama?

Existem vários tipos de câncer de mama. Estão entre os mais comuns:

Carcinoma ductal in situ

É a forma mais comum de câncer de mama que geralmente não invade estruturas vizinhas, como os ductos da mama, que são os canais que levam o leite. Também não costuma afetar os órgãos próximos a mama,  nem se espelhar pela corrente sanguínea, pois a membrana que engloba o tumor não se rompe, ficando as células doentes reunidas dentro do nódulo. Também pode ser multifocal, havendo diversos nódulos pequenos em locais diferentes na mesma mama. Pode, em algum momento,se transformar em invasor.

Carcinoma lobular in situ

Se origina nas células dos lobos mamários e não possui a capacidade de invadir tecidos vizinhos. Normalmente não é multifocal e não é o tipo mais comum de câncer de mama.

Carcinoma ductal invasivo

Também atinge os ductos da mama, sendo um tumor que pode afetar os órgãos em sua volta. Representa grande parte dos cânceres de mama invasivo. Em geral,  cresce e se dissemina para outros órgãos por veias e vasos linfáticos. Têm a presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.

Carcinoma lobular invasivo

Nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. Pode invadir outros órgãos e se expandir no local ou se espalhar. Normalmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona nas superfícies das células e raramente a HER-2. Tem grandes chances de afetar as duas mamas.

Carcinoma inflamatório

Em geral, não apresentam receptores hormonais, sendo conhecido como triplo negativo. É a forma mais agressiva e mais rara do câncer de mama. Aparece como uma inflamação na mama e geralmente tem uma grande extensão, começando nas glândulas que produzem leite. As possibilidades dele se espalhar por outras partes do corpo e se transformar em metástase é alta.

Quais são os estágios do câncer de mama?

O câncer de mama é separado em quatro estágios, que são:

  • estágio 0: não existe evidência de doença.
  • estágio 1: tumor menor que 2 cm e não afeta as glândulas linfáticas da axila;
  • estágio 2: o tumor tem entre 2 e 5 cm, podendo ter afetado as glândulas linfáticas da axila.
  • estágio 3: tumor acima de 5 cm que pode atingir órgãos vizinhos, como pele, músculo e glândulas linfáticas. No entanto, ainda não há indícios de que se disseminou para ógãos distantes do corpo;
  • estágio 4: tumor de qualquer extensão com presença de metástase e que, geralmente, existe um envolvimento das glândulas linfáticas.

No Brasil, grande parte dos casos são diagnosticados nos estágios 3 e 4.

Como é feito o tratamento do câncer de mama?

Existem vários tratamentos para a doença, que podem ser combinados ou não. Por isso, diversos fatores devem ser analisados para a definição do melhor método, como estágio da doença, presença de metástase, estado de saúde do paciente, entre outros.

Terapia local

Quando o câncer de mama é pequeno e não invade órgãos em sua volta, o tratamento pode ser:

  • cirurgia: quando a doença está em estágio inicial, a retirada é mais simples e com menor dano ao tecido da mama;
  • radioterapia: radiação que muda a estrutura do DNA da célula tumoral.  Muito usada para casos em que a doença não se espalhou, não necessitando da retirada de uma parte muito grande da mama. Também pode ser utilizada quando o tumor não pode ser completamente retirado com a cirurgia.

Terapia sistêmica

Conjunto de medicamentos que serão aplicados via oral ou pela veia (intravenosa), fazendo com que a medicação circule por todo o organismo:

  • quimioterapia: usa medicações orais ou intravenosas, com a finalidade de destruir, parar ou controlar o crescimento  das células cancerígenas. Pode ser realizada antes ou depois da cirurgia;
  • hormonioterapia: tem como finalidade evitar a ação dos hormônios que estimula as células cancerígenas a se reproduzirem. Só poderá ser usada em pessoas que possuam pelo menos um receptor hormonal nas células cancerígenas. Geralmente é realizada via oral;
  • imunoterapia:composta de medicações que fazem com que as células tumorais sejam visíveis às células do sistema imune e que estas ataquem as células do câncer.

Como prevenir a doença?

Grande parte dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como:

  • alimentação balanceada;
  • praticar exercícios físicos;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • manter o peso corporal adequado;
  • fazer exames periódicos;
  • procurar o médico o mais rápido possível em caso de suspeitas;
  • engravidar e amamentar;

Entender sobre o câncer de mama é essencial para tomar as devidas precauções para tentar evitá-lo ou garantir o bem-estar durante o tratamento. Saiba também que o dia 5 de fevereiro foi escolhido como o Dia Nacional da Mamografia, criado com a finalidade de sensibilizar as mulheres para a importância de fazer o exame para um diagnóstico precoce da doença.

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