Entenda as diferenças entre radioterapia e quimioterapia

Você já se perguntou a respeito das diferenças entre radioterapia e quimioterapia? Os dois tratamentos podem ser empregados no tratamento do câncer, mas não são iguais. Suas distinções são importantes a serem consideradas ao falar do processo de cura e os impactos no corpo.

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que não existe opção melhor ou pior quando se fala nessas modalidades de tratamento. A radioterapia e a quimioterapia serão empregadas isoladamente ou em conjunto, dependendo da avaliação do quadro do paciente pelo médico oncologista.

Por conta disso, é muito positivo conhecer as particularidades desses tipos de tratamento para saber o que esperar de cada um deles e tirar dúvidas que possam surgir antes ou durante o processo.

Neste artigo, você entenderá o que é radioterapia e quimioterapia, além de entender as principais diferenças e aplicações desses dois tratamentos. Confira!

 

O que é radioterapia?

A radioterapia faz uso de radiações ionizantes para destruir ou diminuir o crescimento de células cancerígenas. Mesmo que células normais possam ser impactadas pela radioterapia, elas são capazes de se regenerar, diferentemente do que ocorre com as cancerígenas, que são levadas à morte por conta das alterações no DNA provocadas pelas ondas radioativas.

Além do objetivo curativo, a radioterapia também pode ser usada com intuito paliativo. É quando não há mais possibilidade de cura da doença, mas ainda assim é possível proporcionar qualidade de vida e conforto ao paciente por longos períodos.

Em geral, os tipos de radiação utilizados são eletromagnéticos (como raio x ou gama) e via elétrons. Isso gera alguns efeitos colaterais que precisam ser considerados pelo médico e o paciente, principalmente problemas na região afetada pelo tratamento.

 

Como é o tratamento por radioterapia?

A radioterapia é administrada ao longo de múltiplas séries de tratamentos individualizados. Nelas, é liberada uma dose pequena de radiação por um período que pode chegar a poucos minutos, com duração de dias até várias semanas, dependendo da recomendação do médico.

Essa radiação é liberada por um equipamento chamado de acelerador linear. Ele emite um feixe de radiação invisível a olho nu, que se adapta à forma do tumor para destruí-lo.

A radioterapia pode ser aplicada de duas maneiras: externa ou interna. A primeira é mais comum, enquanto a segunda busca atuar de forma mais próxima ao tumor e pode envolver um implante radioativo, solução líquida ou injeção intravenosa.

 

O que é quimioterapia?

A quimioterapia é um tipo de tratamento de câncer que utiliza compostos químicos na circulação sanguínea para combater a doença. A administração pode ser feita via oral, pelas veias, abaixo e sobre a pele, pelos músculos e pela espinha dorsal.

O objetivo da quimioterapia é, por meio desses componentes químicos, viajar pela corrente sanguínea e destruir as células cancerígenas com as quais tiver contato. O procedimento também busca conter o crescimento dessas células e evitar que se espalhem mais.

O processo é indolor, sendo que a única coisa que o paciente sente é a picada da agulha na veia. Alguns efeitos adversos após a quimioterapia incluem ardência, queimação e desconforto, sendo importante se comunicar com o médico ou com o enfermeiro para receber a atenção necessária.

 
Como é o tratamento por quimioterapia?

A escolha dos medicamentos e das doses aplicadas na quimioterapia dependem de cada tratamento e dos padrões definidos por protocolos clínicos. Entre os fatores considerados nessa decisão estão o tipo de câncer, o estágio da doença e a idade do paciente.

A quimioterapia pode ser realizada em um hospital, consultório médico, ambulatório ou até mesmo na casa do paciente, se houver impossibilidade de se locomover.

O método de aplicação da quimioterapia mais usado é a intravenosa, que injeta o medicamento diretamente na corrente sanguínea do paciente por um cateter. Outras possibilidades incluem via oral, intramuscular, subcutânea, tópica, etc. É o oncologista quem determina a melhor opção para o caso específico de cada paciente.

 
Quais as diferenças entre radioterapia e quimioterapia?

A radioterapia e a quimioterapia podem confundir quando se considera os objetivos desses procedimentos. Afinal, o intuito de ambos é destruir as células cancerígenas e impedir que elas se espalhem pelo resto do corpo. 

No entanto, o que diferencia os dois métodos é a forma com que buscam causar essa destruição. Enquanto a radioterapia faz isso por meio da radiação local, a quimioterapia utiliza componentes químicos por diferentes partes do corpo, sendo, em sua maioria, sistêmica (por todo o corpo), através do sangue..

Além dessas diferenças, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser aplicadas em conjunto. Quem determina isso é o médico, a partir dos exames e do diagnóstico obtido  e do quadro em que o paciente se encontra.

Em resumo, podemos dizer que:

  • A radioterapia envolve o uso de radiação para destruir e conter o crescimento do câncer, podendo ser aplicada de forma externa ou interna;
  • A quimioterapia consiste em usar medicamentos via corrente sanguínea para destruir as células cancerígenas, podendo ser aplicada de diversas formas, como via oral, intravenosa, intramuscular, entre outras.

Agora que você já sabe as diferenças entre radioterapia e quimioterapia, fica muito mais fácil entender o valor que cada uma delas tem no processo de tratamento do câncer. Conhecer mais a respeito desses procedimentos contribui para a saúde e qualidade de vida do paciente.